Municípios e estado devem unir esforços em medidas para viabilizar o retorno das aulas presenciais em Mato Grosso e mitigar os prejuízos que a crise sanitária trouxe ao ano letivo 2020. O assunto foi debatido nesta terça-feira (17) na Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), com a participação do presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM, Neurilan Fraga, e o presidente da seccional da União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso (Undime), Eduardo Ferreira.

Durante o encontro foram apresentadas as diretrizes que compõem o Protocolo Pedagógico elaborado pelo Governo do Estado para a volta às aulas, prevista para fevereiro de 2021. Entre as estratégias que devem ser adotadas estão o uso de tecnologias digitais, estrutura de formação continuada, censo sorológico e transferência de recursos para as unidades escolares.

A proposta é que algumas dessas medidas, como acesso à plataforma Google for Education e a as capacitações dos docentes, sejam estendidas aos municípios por meio de parcerias.

O presidente da AMM avaliou positivamente a postura do secretário, Alan Porto, em estreitar o diálogo com os municípios. Ele afirmou que as redes estadual e municipais não podem trabalhar de forma independente. “Não há possibilidade de o estado retomar as aulas presenciais sem um acordo com o município. Quem faz o transporte dos alunos do estado é a prefeitura”, reforçou.

Fraga também sugeriu que a Seduc inicie o alinhamento dessas medidas com as atuais gestões, com a assinatura de termos de cooperação e convênios, para que sejam colocadas em execução no início do próximo ano.

Uma reunião deve ser agendada para janeiro com os novos secretários municipais de educação para aprofundar o diálogo com a pasta.

Alan Porto ressaltou que pretende manter uma relação próxima com os municípios, através da AMM. “Quero reafirmar que a Seduc pretende manter o diálogo com a Associação e a Undime, que estarão sempre na nossa agenda” garantiu.

Fonte: AMM